quarta-feira, 15 de julho de 2009

Traço de Giz

As nossas ilusões
São folhas que o vento levou
Nos nossos corações
Depois que a tristeza passou
Sonhos que o amar
Secou, murchou, desfez
Projetos que não voltam outra vez
E as desilusões
Que aos poucos a brisa levou
Foram também momentos bons
Que é a gente é que desperdiçou
Todo dissabor
O tempo ameniza
Só lembrança nunca cicatriza
A ilusão de a gente ser feliz
É como um brilho de verniz
Que dura um tempo e se desfaz
Desilusão se corta na raiz
Não fica nem cicatriz
Nem um traço de giz
Nem um risco fugaz
Mas tem que se fazer o que se quis
Que a vida passa como um triz
Mas pra quem quer tudo é capaz
E é só a lembrança
Do que ficou pra trás
Que tem valor de herança
E nada mais.

.

Prerfiro ter muito mais o amor que mata a gente
Que viver de amor ausente
Ou morrer sem mais amar

(Paulo Cesar Pinheiro)


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Até que ponto a culpa é só minha?

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